quinta-feira, 31 de julho de 2014

TAG: Café com sabor a livros


Café Expresso: o livro que estás a ler neste momento.
A Fórmula de Deus de José Rodrigues dos Santos.

Capuccino: um livro romântico sem ser "mimimi".
Não sei bem se se poderá dizer que este livro seja 'mimimi' porque Nicholas Sparks tem fama de ser bastante lamechas, por assim dizer, mas mesmo assim vou dizer Um refúgio para a vida de Nicholas Sparks. Apesar do romance, existem partes menos delicadas em que há violência à mistura. Conta?

Frapuccino: o livro ideal a ser lido no Verão.
Uma villa em Itália de Elizabeth Edmondson, definitivamente!
Café Curto: um livro que leste e achaste muito forte.
Sem dúvida o livro Se isto é um homem de Primo Levi. É um retrato das condições humanas vividas em Auschwitz no período da segunda guerra mundial, ainda para mais contada por quem viveu isso na pele. Aconselho!

Café Longo: um livro infantil que gostaste muito.
Não sei se este livro é considerado infantil mas mais infanto-juvenil... A Lua de Joana, sem dúvida alguma!

Café Latte: o livro ideal para aquecer o teu inverno.
Para esta categoria vou escolher o livro Tua para sempre, as cartas da nossa vida de Luanne Rice e Joseph Monninger porque é um livro que nos aquece o coração. É um livro todo ele escrito em cartas trocadas por um casal que perdeu o seu filho e que tentam, também eles, reacender a chama enquanto casal. É um óptimo livro para o Inverno!

Café Macchiato: um livro que te deixou apaixonada pelo protagonista.
Se já no filme me tinha apaixonado por ele, então depois de ler o livro fiquei ainda mais rendida. Esta é fácil e passo a explicar; Talvez por ser um rapaz comum, como todos nós, talvez por ser mais ou menos da minha idade, talvez pela coragem, persistência, força, e tudo o mais que teve... Christopher McCandless do livro e filme Into the Wild é sem dúvida um ídolo para mim, se se poderá chamar assim. Fiquei logo apaixonada pela sua paixão pela vida, pela sua força de vontade, pela sua repulsa pela sociedade, por tudo e mais alguma coisa!

Café Mocha: o livro ideal para ler antes de dormir.
Vou dizer Walden, não por ser o meu livro favorito!!! mas porque é um livro cheio de ensinamentos e que deve ser lido em qualquer altura do dia, especialmente à noite pelo facto de despirmos o dia que passou e entrarmos no novo dia limpos de consciência e com a alma renovada.

Café Coado: um livro que combina com todos os momentos.
Posso repetir a resposta anterior???

Bem, parece-me que ando viciada em TAGs, espero que não se importem... E já sabem, se quiserem deixar comentários sintam-se à vontade. Até à próxima!

terça-feira, 29 de julho de 2014

Página-a-página #151

«Porque se trata de um conceito antropomórfico, uma fantasia criada pelo homem para tentar influenciar o seu destino e buscar consolo nas horas difíceis. Como nós não podemos interferir com a natureza, criámos esta ideia de que ela é gerida por um Deus benevolente e paternalista que nos ouve e que nos guia. É uma ideia muito reconfortante, não lhe parece? Criámos a ilusão de que, se rezarmos muito, conseguimos que Ele controle a natureza e satisfaça os nossos desejos, assim por artes mágicas. Quando as coisas correm mal, e como não compreendemos que Deus tão benevolente o tenha permitido, dizemos que isso deve obedecer a um qualquer desígnio misterioso e ficamos assim mais confortados. Ora, isso não faz sentido, não lhe parece?»
A fórmula de Deus
José Rodrigues dos Santos

Carta aos meus Avós



A partir da crónica "Carta a Josefa, minha avó" de José Saramago, este video é uma criação de André Raposo. Vale a pena os 5 minutinhos! 

domingo, 27 de julho de 2014

Página-a-página #150


«Mas, como acho que já vos escrevi, a minha viagem, aliás, qualquer viagem, é sempre feita de incompletude. Tal como a vida. Só que, e foi isso que senti de forma tão intensa a meio da ponte de Brooklyn, a incompletude, a saudade, a imperfeição são a única forma de não colocarmos um tecto à felicidade, de permitir que, não importa quão vasto o nosso horizonte, não importa quão grande o nosso triunfo, haja sempre mais para ver, mais para conseguir. Se calhar é por isso que a Terra é redonda; para impedir que, mesmo  contemplada da Lua, seja vista toda de uma vez.
Não podendo estar em todo o lado ao mesmo tempo e junto de todos com quero estar, aprendo a saber estar no aqui e agora. O truque é ter dentro de mim todos os lugares e pessoas. Hoje, sinto que resulta. E estando em Nova Iorque estou também em Berlim, Lisboa, Islamabad, nos Açores. E escrevendo isto sozinho, escrevo-o também na vossa companhia, e na companhia dos meus amigos e dos meus antigos amores.
Agora tenho de ir. Aqui há prédios com aldeias inteiras lá dentro, bairros que são verdadeiras cidades e pessoas com mundos dentro. E lá vou eu, queridos pais, pôr-me a andar, gastar as solas, ganhar horizontes, alimentar a alma.»
À espera de Moby Dick
Nuno Amado

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Uma boa história nunca acaba #92


Garden State (2004). Comédia. Drama. Romance. Confesso que não sei o que dizer. Esqueçam todos os romances que já viram até agora, esqueçam os filmes trágicos, os filmes lamechas, isto é uma outra coisa qualquer. É um filme estranho do inicio ao fim mas a partir do meio para o fim começa a parecer-se com um romance... Faço sentido? Receio que não... Não sei mesmo o que dizer! Vejam se quiseres ou então não porque sinceramente não sei dizer se irão perder um grande filme ou desperdiçar uma hora e quarenta das vossas vidas...  E é isto. Ou outra coisa qualquer...

quarta-feira, 23 de julho de 2014


«A viagem é fatal para o preconceito, a intolerância e a estreiteza de espírito, e muitos dos nossos precisam urgentemente dela por causa dessas coisas. Visões largas, sadias e benevolentes de homens e coisas não se podem adquirir vegetando toda a vida num cantinho da Terra.»
 Innocents Abroad (1869)
Mark Twain

segunda-feira, 21 de julho de 2014

8 portugueses em viagem


Saudações a todos! Hoje venho inaugurar uma nova etiqueta do blog chamada crónicas. Nela pretendo escrever aquilo que me apetecer sobre um tema em especifico ou apenas divagar sobre assuntos que me atormentem ou simplesmente contar coisas que me fizeram tropeçar na vida. Pretendo ilustrar as crónicas com fotografias da minha autoria, sendo que nem todas as crónicas terão obrigatoriamente de ser ilustradas. Hoje venho-vos falar sobre dois temas que me fascinam: viagens e livros. Estava eu a folhear o livro de Gonçalo Cadilhe, que comprei por impulso, intitulado O mundo é fácil e nas últimas páginas são mencionados sete escritores portugueses que escrevem sobre viagens e os seus respectivos livros. Então vocês perguntam 'mas no título diz oito...' ao que eu esclareço que o oitavo é o próprio Gonçalo Cadilhe! Penso que ele não se iria auto-mencionar pelo que me cabe a mim fazê-lo. Mas vamos lá ao que interessa... São mencionados os seguintes livros:
  • "Sul" de Miguel Sousa Tavares
  • "Caderno afegão" de Alexandra Lucas Coelho
  • "Fronteiras perdidas, contos para viajar" de José Eduardo Agualusa
  • "Baía dos tigres" de Pedro Rosa Mendes
  • "Viagens sentimentais" de Tiago Salazar
  • "Mar de especiarias" de Joaquim Magalhães de Castro
  • "Histórias etíopes" de Miguel João Ramos
  • "O mundo é fácil" de Gonçalo Cadilhe
E pronto, são estes os livros, espero que algum deles vos tenha despertado interesse. O último livro mencionado é o livro de onde retirei os outros, como já mencionei. Na página seguinte há uma lista de livros recomendados para serem lidos em viagens específicas, distribuídos por continentes. Por exemplo um dos livros mencionados no continente europeu é "Morte em Veneza" de Thomas Mann. E acho que é tudo por agora... Se quiserem a lista completa que mencionei ou se já tiverem lido algum destes livros ou algum destes autores portugueses, deixem os vossos comentários. Sintam-se à vontade para participar no blog com as vossas opiniões. Vou deixar-vos com uma frase mencionada no livro que gostei bastante. Até à próxima!

«Viajar é um catalisador do destino: obriga a que aconteçam "coisas"...»

domingo, 20 de julho de 2014

Uma boa história nunca acaba #91


Heaven is for real (2014). Drama. Baseado no livro O céu existe mesmo, este filme conta a história de um menino que, durante uma operação médica, diz ter visitado o céu. Penso que tanto o livro como o filme estão sempre subjacentes às crenças do espectador ou leitor. Uma pessoa crente quer acreditar na veracidade de uma história ainda para mais contada por uma criança. Uma pessoa não crente apresenta mil e um argumentos para justificar o sucedido, nem que seja pela forte capacidade de imaginação de um rapaz inteligente. Não é um filme em que nos entreguemos à história mas um filme em que a história vem ter connosco e nos faz questionar 'Afinal o céu existe mesmo?'. A resposta está dentro de cada um de nós e será sempre diferente de pessoa para pessoa. Vou ser sincera e dizer que decidi ver este filme único e exclusivamente por causa do Greg Kinnear que, para quem não sabe, é o meu actor favorito. Acabei por ficar a conhecer a história de Todd que tantos livros fez vender em todo o mundo e tirar as minhas conclusões. Aconselho a todos fazerem o mesmo.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Página-a-página #149


«A vida é movimento ininterrupto, mudança perpétua, e temos de utilizar a ilusão para criar a ideia de que existem coisas estáticas: identidades, corpos, amores, lares, momentos. Achamos que podemos regressar a quem fomos, estar de novo onde estivemos, amar o que amámos. Mas não, nada é exactamente igual, nós não somos nunca nós, mas uma outra versão, mesmo que a diferença seja ligeira.
É apenas uma ilusão, inversa à do cinema, que nos permite sentir que estamos, que somos. Mais correcto seria se disséssemos que passamos e que fomos e seremos.»


À espera de Moby Dick
Nuno Amado

TAG: Os 12 meses do ano na estante


1. Janeiro: o mês que inicia um novo ano. Indica um livro com uma epígrafe que gostes.
Esta é fácil: O Dia em que te esqueci de Margarida Rebelo Pinto. É escrita por José Eduardo Agualusa in As mulheres do Meu Pai. Passo a transcrever:
«-E aquilo o que é?
-Um sonho. Um sonho mecânico. Deixei-o aí para me lembrar que também aos sonhos os devora a ferrugem. A ferrugem nunca dorme.»

2. Fevereiro: o mês mais curto e o menos cortês. Indica um livro pequeno que não tenhas gostado muito.
Para este mês escolhi A Metamorfose de Kafka. Foi o primeiro livro e único até agora que li deste autor e a verdade é que ao contrário de muita gente, atrevo-me mesmo a dizer da maior parte, eu não gostei. Não sei se era por já saber a história, se por ter as expectativas demasiado altas, se a altura em que o li não foi a mais indicada, não sei... A mim não me convenceu :x

3. Março: No dia 8 celebra-se o Dia Internacional da Mulher. Indica um livro que tenha uma mulher na capa e que tenha sido escrito por uma.
Para esta categoria escolhi o livro Rumo ao farol de Virginia Woolf. A minha edição é um livro de bolso da Europa-América. Não sei como são as outras edições deste livro mas a minha tem uma mulher.

4. Abril: "Em Abril, águas mil". Diz qual o último livro que te fez chorar.
So easy... A rapariga que roubava livros de Markus Zusak!!! Acho que foi o único livro que li até agora que me tenha feito chorar.

5. Maio: Primavera no seu auge. Indica um livro cujo título contenha ou esteja relacionado com as palavras 'Primavera', 'flores' ou 'pássaros'.
Para esta categoria escolhi o livro Mar de Papoilas de Amitav Ghosh. Não tem nenhuma das palavras mencionadas mas tem um tipo especifico de flores portanto penso que sirva...

6. Junho: No dia 1 celebra-se o Dia Mundial da Criança. Indica um livro infantil com uma criança na capa.
Escolhi o livro Recados da Mãe de Maria Teresa Gonzalez, da editora Verbo que tem a cara de uma menina na capa.

7. Julho: Sétimo mês do ano, o número mágico. Indica qual o livro com a tua criatura mágica/sobrenatural preferida.
Pois, esta é a pior de todas... Não gosto muito de livros de fantasia e do sobrenatural portanto nunca li nada do género nem tenho nada na minha estante sobre o assunto. Sim, eu não li o Harry Potter :x
Portanto acho que vou escolher, só mesmo para não deixar em branco, a personagem masculina do livro Só no escuro podes ver as estrelas de Cristina Boavida, que era um extraterrestre... Conta?

8. Agosto: mês de sol, férias e praia. Indica um livro com uma capa amarela ou laranja.
Esta também é muito fácil... Memorial do Convento de José Saramago. Todas as capas de uma edição da Caminho são amarelinhas ^^

9. Setembro: mês de regresso às aulas. Indica um livro que te lembre os teus tempos de escola.
Para não repetir a resposta anterior vou escolher o livro Felizmente há luar! do Luís de Sttau Monteiro mas também podia escolher por exemplo Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett ou Os Maias de Eça de Queirós.

10. Outubro: O único mês cujo nome inicia e termina com a mesma letra. Indica um livro cujo título comece e termine com a mesma letra.
Ui, tantos... Por exemplo O Retorno de Dulce Maria Cardoso.

11. Novembro: mês de São Martinho, castanhas e vinho. Indica um livro que tenha na capa algo relacionado com a comida e/ou bebida.
Relacionado com comida não tenho nenhuma mas com bebida tenho alguns... Por exemplo Uma Americana em Pequim de Ann Mah da editora ASA. É um livro que fala sobre comida chinesa e na capa tem uma mulher a segurar numa caneca, suponho que seja de chá...

12. Dezembro: mês do Natal. Indica um livro que tenha as cores verde e vermelho na capa.
Para esta categoria escolhi o livro Cândido ou o optimismo de Voltaire. A edição que eu tenho é da Tinta da China e portanto a capa é verde e vermelha (Sim, eu leio livros de filosofia).


E pronto, espero que tenham ficado a conhecer um pouco melhor a minha estante e os livros que nela habitam. Até à próxima!