domingo, 23 de agosto de 2015

Divulgando #33

A AIESEC é uma organização de jovens para jovens. Desde 1945, estão focados em desenvolver jovens que são responsáveis, empreendedores e geridos por valores. Os líderes desenvolvidos na AIESEC são pessoas que pensam globalmente, orientados para resultados, impactam vidas, procuram-se desafiar a si próprias e alcançar a excelência.
"Somos uma plataforma internacional para jovens explorarem e desenvolverem o seu potencial de liderança. Sendo a maior organização estudantil do mundo, nós desenvolvemos estudantes a uma escala global para serem líderes responsáveis e empreendedores. A sociedade precisa de líderes que tenham um mindset global e geridos por valores. Através de experiências internacionais, desenvolvemos o potencial de liderança em jovens em organizações com e sem fins lucrativos. O Global Citizen dá a oportunidade aos estudantes universitários portugueses como tu para terem um impacto positivo no mundo. Participar num projeto social internacional é uma oportunidade para os estudantes desenvolverem competências como inovação, empreendedorismo, capacidade de adaptação enquanto conhecem várias culturas. Durante 6 a 12 Semanas os estudantes irão para uma realidade diferente onde irão à provar as suas competências e a sua zona de conforto!"

sexta-feira, 21 de agosto de 2015


"Quando eu morrer voltarei para buscar
Os instantes que não vivi junto do mar."
Sophia de Mello Breyner Andersen

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Página-a-página #207

«As dores do corpo são parte pequena das que trazemos, porque maiores e de maior dano são outras, mais fundas e secretas, feitas à medida de cada um.
A cada dia escolhemos dores que nos chamam pelo nome, a dor de estar perdido, a dor da solidão, a dor de não acreditar. Somos crianças sem a alegria das crianças, animais sem a inocência dos animais, pagãos sem a desculpa da ignorância.
Quantos de nós descremos da vida e andamos nela como numa escada rolante que não nos importa subir? Quantos de nós fingimos o amor sem sabermos que o amor é coisa de acreditar e viver nele, de não pensar, de não questionar, de não pesar nem medir, coisa que não tem preço ou um valor que se possa trocar?
Só o amor nos rouba a morte, só a entrega última e incondicional nos dá o que nos falta. Amar é ter Deus nas mãos e nos lábios, e ninguém pode morrer com Deus nos dedos.»

Debaixo de algum céu
Nuno Camarneiro

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Histórias com história #11


House of cards (2013-). Remake de uma série da BBC dos anos 90, House of Cards tem como protagonista Frank Underwood (Kevin Spacey), um político que lidera a bancada majoritária da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. Underwood fica decepcionado quando descobre que não ocupará o cargo de Secretário de Estado da nova gestão, posto que foi prometido anteriormente a ele, pelo agora recém-eleito presidente. House of Cards é uma série norte americana criada por Beau Willimon que tem como protagonista Kevin Spacey (Frank Underwood). Esta instigante série política entra no mundo de ganância, corrupção e sexo de Washington. Este blog aconselha!

sábado, 15 de agosto de 2015

Página-a-página #206


«Se o que nos tira da cama  são os nossos objectivos, vamos assumir-nos como somos e viver com isso, fazendo do jogo da vida uma coisa séria, com regras bem definidas. Hoje gritei à minha filha, menos dez pontos, amanhã levo a família a jantar fora e recupero as perdas. Medimos tudo, menos o que mais interessa. Em que ponto da montanha estarei? Em que nível, em que círculo? Abdicámos de Deus mas precisamos de um árbitro. Não sabemos sequer se a vida é queda ou ascensão, são mais as perdas pelos pecados ou os ganhos pelo que construímos?
Agora vou guardar o jogo e dormir, amanhã invento uma coisa nova, vou fazer um jardim, escrever um livro, construir um barco com fósforos, qualquer coisa que sirva, qualquer coisa que se meça e me diga que um dia é mais do que outro dia. Talvez viajemos numa estrada a caminho de lugar nenhum, mas que haja marcos que nos indiquem a distância. Quero saber o que andei e o que me falta andar, se a cidade não me agradar volto para trás com histórias para contar. Não é o sentido da vida que me preocupa, mas o meu sentido na vida.»
Debaixo de algum céu
Nuno Camarneiro

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Página-a-página #205

«(...)Demasiado inteligentes para fazerem apenas o que lhes mandam, suficientemente cínicos para não proporem alternativas. Não sabem sequer porque se sente seguro ao confiar-lhes o futuro, não seria melhor escolher verdadeiros revolucionários? Alguns veteranos do tumulto e fazia-se a festa, bandeiras nos dentes, o corpo às balas, liberdade ou morte. Mas não, não confia nessa gente, está cansado de bandeiras, como o mundo está cansado de lemas e ideais e teorias e a puta que os pariu. São precisos homens que tragam poemas nos bolsos e músicas nos lábios, que interrompam a luta para beber chá e cortejar as senhoras, que fujam das certezas como um louco da realidade. Só homens incertos podem manter um mundo que se esquiva de qualquer sentido, não é na lógica que superamos os animais, mas tão-só nas diferentes modalidades da loucura.»

Debaixo de algum céu
Nuno Camarneiro

domingo, 9 de agosto de 2015

Uma boa história nunca acaba #125


Elsa & Fred (2014). Comédia. Drama. Romance. Fred, de 80 anos, ainda não se habituou à recente morte da companheira da sua vida. Desgostoso, deixa-se levar pelos dias, sem motivação para mudar seja o que for. Para o ajudar a libertar-se do passado, a filha convence-o a deixar a casa onde morou toda a vida – e onde estão todas as lembranças – e mudar-se para um apartamento mais pequeno. O seu caminho cruza-se então com o de Elsa, uma septuagenária que vive ao lado da sua nova casa. Ao contrário de si, Elsa é romântica, aventureira e emana alegria. Entre os dois, surge uma inesperada paixão que os vai ajudar a reencontrar uma razão viver. E quando Fred descobre que Elsa está gravemente doente, resolve usar todo o dinheiro amealhado e proporcionar-lhe uma das suas fantasias mais antigas: protagonizar a famosa cena na fonte de Trevi, em Roma, que Anita Ekberg e Marcello Mastroianni imortalizaram no filme "La Dolce Vita", de Federico Fellini. Uma comédia romântica sobre segundas oportunidades que este blog aconselha!

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Página-a-página #204


«Qual é o meu engano? O que há em mim que causa tanto desacerto entre o que sou e o que desejo? Soubesse eu ao menos o que quero, o que me falta e para onde me atirar, mas nem isso sei.
Tenho uma fome grande e antiga de qualquer coisa que não se pode comer nem tocar. Uma ânsia imensa e permanente que me vigia o sono e me custa entender. É dos homens, isto? É de um homem?
(...)Vão por um lado as intenções e por outro os dias e as mãos. Longe do toque, longe do que interessa. Mas afinal o que interessa? O trabalho, interessa? O dinheiro, o poder, a reputação, são coisas que se guardem? De que precisa um homem? Eu, por exemplo, um homem como este, o que me falta?
(...)Já não sei nada, que se foda o amor, andamos todos para aqui a estragar as vidas uns dos outros com os melhores propósitos. "Eu sempre te amei", "És a mulher da minha vida". O caralho é que és, o caralho é que amei. Quis prazer, como tu quiseste, serenidade, certeza, posse. Sim, quisemos isso tudo e pensámos que nos ficava de graça, uns beijos e algumas palavras, tudo por amor, mas não se trata de amor. Trata-se de outra merda qualquer que nos faz falta e não tem nome, é simplesmente outra merda qualquer.»
Debaixo de algum céu
Nuno Camarneiro

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Uma boa história nunca acaba #124


Exam (2009). Thriller. Mistério. 80 minutos. Oito candidatos. Uma resposta. É esta a premissa do filme. Tudo o que vem a seguir já é spoiler... Oito candidatos talentosos chegaram à fase final de selecção para trabalhar numa misteriosa corporação. Num quarto sem janelas, um vigilante dá-lhes oitenta minutos para responder a uma pergunta simples e três regras a que devem obedecer, ou serão desclassificados: não falar com ele ou com os guardas armados à porta, não estragar os papéis e não sair do quarto. O tempo começa e o vigilante sai. Os candidatos viram os papéis e descobrem que estão completamente em branco. Após a confusão inicial, um candidato frustrado escreve "Eu acredito que mereço..." e é imediatamente expulso. Os restantes depressa percebem que estão autorizados a falar uns com os outros e fazem um acordo para descobrir qual será a pergunta e depois competirem na resposta... Um filme que mexe com o nosso psicológico como há poucos. Este blog aconselha!

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Página-a-página #203

«Há uma beleza própria do que não tem propósito e uma alegria que vem com ela. O toque simples de uma mão na face, um telefonema sem assunto, um passeio sem destino, um poema secreto, um assobio, uma pedra redonda guardada no bolso. Coisas que não servem senão para sorrir e sentir que a vida é ainda cheia de mistérios.
Moço não é um homem religioso, mas ainda admira as religiões. Fascina-se com as palavras concatenadas, os gestos precisos, a maravilha de homens juntos que celebram o que não entendem. Como uma dança louca que se basta a si mesma, ritos assentes em palavras que não assentam em nada. Como música e poesia de multidões, como se tudo fosse aceitável e se pudesse respeitar: comer e beber um homem, lavar a alma num rio, beijar uma cruz, matar animais ou ajoelhar-se no chão.»

Debaixo de algum céu
Nuno Camarneiro