segunda-feira, 11 de agosto de 2014

TAG: Dias da semana em livros

1. Domingo: um livro que não queres que termine ou não quiseste que terminasse.
Hummm... são tantos os livros que eu gostava que não terminassem... Para não estar sempre a nomear os meus livros favoritos como Walden e tentar mostrar um bocadinho mais daquilo que tenho na estante vou escolher o livro A rapariga que roubava livros de Markus Zusak que foi um livro que me envolveu de tal forma que o enredo já fazia parte da minha vida. Foi um livro que me custou a largar!

2. Segunda-feira: um livro que tens preguiça de começar.
1984! Já tentei várias vezes começar a lê-lo mas por qualquer motivo nunca fui muito longe na leitura...

3. Terça-feira: um livro que te custou a ler ou leste por obrigação.
Eu vou ter de escolher O Memorial do Convento apesar de se ter tornado um livro bastante agradável de ler. No entanto as primeiras cem páginas foram bastantes penosas. Se não fosse leitura obrigatória secalhar não teria chegado ao fim e não saberia o que tinha perdido...

4. Quarta-feira: um livro que deixaste pela metade ou estás a ler neste momento.
O livro foi Pela estrada fora de Jack Kerouac e o motivo foi ter visto o filme primeiro. Detesto quando vejo um filme que gosto e depois descubro que havia um livro por trás! Foi o que aconteceu com este livro.

5. Quinta-feira: um livro que não recomendas.
Hummm... Há uns tempos comprei um livro só porque estava em promoção. Quando o li não achei nada de especial e achei que o livro nem o preço da promoção merecia. É então O conto do amor de Contardo Calligaris.

6. Sexta-feira: um livro que queres que chegue já à tua estante.
Não é que eu queira que chegue já já à minha estante mas depois de ter lido A fórmula de Deus de José Rodrigues dos Santos fiquei com bastante curiosa para ler mais coisas do autor. Talvez O sétimo selo seja uma boa aposta...

7. Sábado: um livro que quiseste começar novamente assim que terminou.
Qualquer um dos meus livros favoritos se enquadra nesta categoria. Para não me estar sempre a repetir vou escolher O Mundo de Sofia de Jostein Gaarder.

Quando decidi começar a responder a TAGs fi-lo porque queria mostrar-vos alguns dos livros que tenho na minha estante. Contudo começo a ver que há algumas categorias em que é inevitável escolher os mesmos livros, ou por serem os meus favoritos, ou por as categorias serem parecidas, ou por qualquer outro motivo... Talvez daqui para a frente tente evitar postar TAGs em que as categorias se assemelhem a outras já postadas. Espero que tenham gostado e até à próxima!

domingo, 10 de agosto de 2014

Bastille - Pompeii


Divulgando #16


http://detectivesselvagens.blogs.sapo.pt/
https://www.facebook.com/detectivesselvagens

Tomei conhecimento há pouco tempo de que iria surgir uma nova revista literária com artigos escritos por gente da blogosfera. Com o nome de Dectetives Selvagens, esta revista pretende dar a conhecer vários géneros literários entre os quais poesia e contos. A edição número zero já se encontra disponível no site. Se estiverem interessados ou quiserem saber mais, dêem uma espreitadela no site e facebook.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Página-a-página #155

«Até as nossas vidas são geridas pelo caos. Imagina, por exemplo, que te metes no carro e, antes de arrancares, percebes que a aba do teu casaco ficou presa na porta. O que fazes então? Abres a porta, ajeitas a aba, fechas a porta e arrancas. Perdeste cinco segundos neste processo. Quando chegares à primeira esquina, aparece um camião que te abalroa. Resultado, ficas paraplégico a vida toda. Agora imagina que não prendeste a aba do casaco na porta. O que acontece? Arrancas imediatamente o carro e chegas à esquina cinco segundos antes, não é? Olhas para a direita, vês o camião a aproximar-se, esperas que ele passe e depois prossegues a tua viagem. É isto a teoria do Caos. Por causa da aba do teu casaco presa na porta do carro, perdeste cinco segundos que te vão fazer a diferença o resto da vida." Fez um gesto resignado. "Pequenas causas, grandes efeitos."
A fórmula de Deus
José Rodrigues dos Santos

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Página-a-página #154

«"Não terás vindo a Coimbra por estares condicionado psicologicamente pelo facto de eu me encontrar doente? Não estarei eu a comer esta papa por me achar condicionado fisiologicamente a ela ou por me revelar influenciado por um qualquer anúncio televisivo sem que disso tenha consciência? Hã?" Balançou as sobrancelhas para cima e para baixo, a enfatizar o que acabara de dizer. "Até que ponto somos mesmo livres? Não se estará a dar o caso de tomarmos decisões que parecem ser livres mas que, se formos a analisar a sua origem profunda, são condicionadas por um número se fim de factores, de cuja existência muitas vezes nem nos apercebemos? Será que a livre vontade não passa afinal de uma ilusão? Será que está tudo determinado, apesar de não termos consciência disso?"»
A fórmula de Deus
José Rodrigues dos Santos

domingo, 3 de agosto de 2014

Divulgando #15


www.postcrossing.com
Postcrossing. É um site que permite a troca de postais entre pessoas de todo o mundo. Basta inscrevermo-nos, preencher os nossos dados pessoais e pedir cinco moradas de quaisquer pessoas. Depois é só enviar cinco postais para essas pessoas e esperar por receber em nossa casa outros cinco postais de outras pessoas aleatórias. Á medida que vamos aumentando o número de postais enviados, vai aumentando o número de postais que se podem enviar de uma vez. É um óptimo conceito para conhecer o mundo e as pessoas que nele habitam e, quem sabe, fazer amigos e contactos para a vida!

sábado, 2 de agosto de 2014

Página-a-página #153

«"Porque não conheço provas da existência de Deus, mas, sabendo o que sei sobre o universo, também não tenho a certeza que Ele não exista." Tossiu. "Sabes, há uma parte de mim que é ateia. Sempre me pareceu que Deus não passa de uma criação humana, de uma maravilhosa invenção que nos conforta e que nos preenche convenientemente lacunas do nosso conhecimento. Por exemplo, uma pessoa vai a passar uma ponte e a ponte cai. Como ninguém sabe por que razão a ponte caiu, todos atribuem esse facto à vontade divina." Encolheu os ombros, imitando um ar resignado. "Foi Deus que fez isso." Tossiu. "Mas hoje, com os nossos conhecimentos científicos, já sabemos que a ponte caiu, não devido a um acto de Deus, mas porque houve uma erosão no solo, ou peso a mais para aquela estrutura, enfim, há uma explicação verdadeira que não tem origem divina. Percebes? É isto que se chama o Deus-das-lacunas. Quando ignoramos algo, invocamos Deus e a coisa fica explicada, quando, na verdade, existem outras explicações mais verdadeiras, embora possamos não as conhecer."»

A fórmula de Deus
José Rodrigues dos Santos

Página-a-página #152


«"É o meu corpo. Refiro-me a ele como se dissesse: é a minha televisão, é o meu carro, é a minha caneta,. Neste caso, é o meu corpo. É algo que é meu, é uma propriedade minha."  Encostou a palma da mão ao peito. "Mas se eu digo, o corpo é meu, o que eu estou a dizer é que eu não sou o corpo. O corpo é meu, não sou eu. Então, o que sou eu?" Colocou o dedo à testa. "Eu sou os meus pensamentos, a minha experiência, os meus sentimentos. Isso sou eu. Eu sou a minha consciência. Mas agora repara. Será que a minha consciência, este eu que sou eu, é a alma?"»
A fórmula de Deus
José Rodrigues dos Santos

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Um desafio por mês #21


Agosto #9

Chegas-me na noite profunda em corpo de silêncio que branqueia o negrume que vislumbro e fere os meus olhos. Chegas e, sem qualquer cautela, ficas. Decides que serias silêncio permanente e calarias em mim murmúrios suplicantes de amor e vida. Eras silêncio em forma e desejo e criaste em mim forma e desejo de calmaria. Éramos dois corações universalmente descompassados em infinitos pensamentos descoordenados até nos calarmos. Hoje somos silêncio que vagueia na brisa dos nossos pensamentos e dele fazemos nascer a mais bela das melodias. Pensamos numa só divagação, unimos vontades e enquanto isso entretemo-nos na vida. Porque é em silêncio que o homem faz as maiores viagens da sua existência, nessa noite tivemos a certeza do que vivíamos. E pela noite da eternidade seríamos silêncio uno com vontades e corações unidos na silenciosa melodia do amor.

Alexandra Oliveira Villar