45 years (2015). Drama. Romance. Apesar de nunca terem tido filhos, o casal Kate e Geoff Mercer são felizes. Com a festa do 45.º aniversário para organizar, ela está entusiasmada em celebrar a relação e tudo o que conquistaram ao longo dos anos em comum. Mas tudo se altera quando Geoff recebe uma carta da Suíça a informá-lo de que foi descoberto o cadáver de Katya, a namorada anterior a Kate, que morreu tragicamente em 1962 durante umas férias do casal, ao cair numa fissura de um glaciar. Aquela notícia abala-o de um modo inesperado, levando-o a voltar a fumar e a afastar-se de tudo o que se relaciona com a vida presente. Assim, à medida que se aproxima a data da celebração, o casal sente-se mergulhar cada vez mais nas histórias passadas. E esse exercício – perigoso para ambos – fá-los colocar em causa o futuro em comum… Um daqueles filmes que apetece ver num dia de chuva com a mantinha a aquecer. Recomenda-se!
sábado, 20 de janeiro de 2018
domingo, 7 de janeiro de 2018
Uma boa história nunca acaba #176
The greatest showman (2017). Biografia. Drama. Musical. The Greatest Showman é um musical ousado e original que celebra o nascimento do show business e a sensação de maravilha que sentimos quando os sonhos ganham vida. Inspirado pela ambição e imaginação de PT Barnum, "The Greatest Showman" conta a história de um visionário que surgiu do nada para criar um espetáculo fascinante que se tornou uma sensação mundial. É dirigido pelo novo cineasta emocionante, Michael Gracey, com músicas dos vencedores do Oscar Benj Pasek e Justin Paul e estrelado por Hugh Jackman, Zac Efron, Michelle Williams, Rebecca Ferguson e Zendaya. Na minha opinião este filme é bastante bom a nível cinematográfico e a nível de transições de imagens foi muito bem pensado. No entanto peca um bocadinho a nível de fantasia, o que pode não agradar a muita gente, uma vez que recorda-nos os filmes da Disney. O desfecho foi bastante bom na minha opinião pelo que este é um filme que aconselho.
sexta-feira, 8 de dezembro de 2017
Podcasts de fotografia
Eis alguns podcasts sobre fotografia todos eles gratuitos e disponíveis no iTunes. Escolher um podcast para acompanhar é algo que depende do nosso gosto pessoal portanto vale a pena ouvir algumas opções até descobrir quais as que mais têm a ver connosco.
sexta-feira, 3 de novembro de 2017
Página-a-página #175
«Como já disse no capitulo sobre comida, o hygge é dar a si próprio e aos outros um mimo. É saborear o momento e os prazeres simples da boa comida e da boa companhia. É dar ao chocolate quente com natas batidas a atenção que ele merece. Em suma, indulgência. O hygge é o agora, como desfrutar do momento e tirar daí o maior partido. Acima de tudo, saborear é agradecer. Costumamos lembrar a nós mesmos para não tomas as coisas como dado adquirido. A gratidão é mais do que um simples "obrigado" quando se recebe uma prenda. É ter em mente que estamos a viver agora, focarmos o momento e apreciarmos a vida que temos, concentrarmos-nos em tudo o que temos em vez do que não temos. Lugares-comuns? Completamente.»
O livro do Hygge
Meik Wiking
quinta-feira, 2 de novembro de 2017
Página-a-página #174
«Quando fomos acampar, não havia necessidade de estarmos em mais lado nenhum. Estávamos offline. Sem telemóvel. Sem e-mail. Rodeados pela simplicidade, pela natureza e pela boa companhia, capazes de nos descontrairmos por completo e de absorvermos o momento. Todos os verões vou andar de barco com um dos meus melhores amigos e o seu pai. Não há muita coisa que mais me agrade do que estar ao leme, debaixo de velas brancas desfraldadas e céu azul, a ouvir a música que sai aos berros debaixo do tombadilho. Os momentos mais hygge destas viagens são quando estamos ancorados nos vários portos que visitamos. Após cada jantar, sentado-nos juntos a ver o pôr do sol no convés, a ouvir o vento ressoar nos mastros e no cordame dos barcos atracados e a bebericar um café irlandês... isto é hygge. (...) Para mim isso acontece em bangalós de verão. Em muitos aspetos, a vida num bangaló oferece todos os elementos, e as minhas recordações favoritas da infância incidem todas num bangaló que a minha familia tinha a meros dez quilometros da cidade, onde morávamos de maio a setembro. Nessa altura do ano, quando nem sequer faz escuro à noite, eu e o meu irmão tínhamos dias estivais sem fim. Subimos às arvores, apanhávamos peixe, jogávamos à bola, andávamos de bicicleta, desbravávamos túneis, dormíamos em casas nas arvores, escondiam-nos debaixo de barcos na praia, construirmos diques e fortes, treinávamos tiro ao arco, e procurávamos frutos silvestres e ouro nazi escondido na floresta. O bangaló tinha um terço do tamanho da nossa casa na cidade, a mobília era velha, a televisão a preto e branco com um ecrã de 14 polegadas e uma antena instável. Porém, era o lugar onde tinhamos mais hygge. Em muitos aspectos, foram os nossos tempos mais felizes e mais hygge. Creio que assim é porque os bangalós dispõem de todos os catalisadores do hygge: os aromas, os sons, a simplicidade. Quando ficamos num bangaló, há uma ligação mais forte à natureza e às pessoas. Um bangaló leva-nos a viver com mais simplicidade e vagar. Sair para o ar livre. Reunir-se com os outros. Desfrutar do momento.»
O livro do Hygge
Meik Wiking
quinta-feira, 26 de outubro de 2017
Uma boa história nunca acaba #175
At first sight (1999). Drama. Romance. Amy Benic trabalha como arquitecta em Nova Iorque, mas as férias obrigam-na a sair da cidade e, por isso, decide ir descansar para um balneário de águas termais. É lá que conhece Virgil Adamson, um massagista que ficou cego aos três anos de idade. Ele vai ensinhar-lhe a sentir o mundo de uma forma diferente. Mas, após uns dias de paixão, Amy decide curar Virgil e convence-o a ir com ela para Nova Iorque, onde terá que se submeter uma operação arriscada para recuperar a vista... Um filme cheio de reviravoltas que vale a pena ter em conta! Pode parecer um pouco cliché, e é, mas é inspirado numa história verídica e cativa-nos desde o primeiro momento. Faz-nos mudar a nossa percepção do mundo que nos rodeia e dá-nos uma visão (passo a expressão) do quão simples as coisas são na realidade. Este é sem dúvida um filme a não perder!
sexta-feira, 29 de setembro de 2017
Documentário: O Cinema Sob o Olhar da Magnum
O Cinema Sob o Olhar da Magnum. Este é um retrato íntimo e inédito da relação entre dois mundos aparentemente opostos: a ficção e a realidade. Um documentário sobre o papel que o cinema teve na fotografia e vice-versa contando com a participação de alguns ilustres fotógrafos ainda hoje vivos. Passou na RTP 2 esta terça feira mas pode ser visto através do link acima no RTP play. É sem dúvida um excelente documentário para quem gosta de fotografia e quer perceber um bocadinho melhor a sua ligação ao cinema.
terça-feira, 22 de agosto de 2017
Uma boa história nunca acaba #174
Shall we dance (2004). Comédia. Drama. Musical. O advogado John Clark (Richard Gere) sabe que a sua vida é quase perfeita. Casado com Beverly, a mulher que ama, construiu uma carreira de sucesso e educou dois filhos maravilhosos. Mesmo assim... os seus dias não passam da mera rotina, com uma viagem de regresso a casa entediante e com a família demasiado ocupada para que possam passar tempo juntos.Por vezes, John questiona-se se isto é tudo o que a vida tem para dar... Todas as noites quando regressa a casa de metro, John vê uma jovem e linda mulher (Jennifer Lopez) através da janela de um estúdio de dança. Até que, uma noite, no regresso a casa, John sai do comboio e faz o impensável. Sem contar a ninguém, inscreve-se nas aulas do estúdio de dança orientadas pela jovem e sensual professora. De repente, o advogado é confrontado com todo um novo universo - de ritmo, música e paixão! Este é um daqueles filmes que nunca saem de moda, ideais para um domingo à tarde. Conta com um elenco de luxo e cumpre com aquilo que promete: música, ritmo, romance, comédia e muita dança. Este blog aconselha!
sexta-feira, 4 de agosto de 2017
Documentário: Objectif femmes
A 26 de Julho a RTP2 estreou “Objectivo: Mulheres” um documentário sobre mulheres atrás da lente. “Objectivo: Mulheres” é uma retrospectiva sobre as fotógrafas mais inspiradoras que, pela sua criatividade e tenacidade, contribuíram para a”evolução da fotografia e tiveram um papel reconhecido e inegável na história.” Das primeiras fotógrafas até às contemporâneas. Este documentário, que conta com testemunhos de especialistas como Marta Gili, Michel Poivert, Marie Robert e Abigail Solomon Godeau, dá visibilidade a numerosas artistas injustamente esquecidas e interroga-se sobre a existência de uma especificidade feminina na abordagem da fotografia. Mas em “Objectivo: Mulheres” iremos também conhecer e ouvir testemunhos na primeira pessoa de fotógrafas internacionalmente reconhecidas, como: Jane Evelyn Atwood, Sarah Moon, Dorothée Smith e Christine Spengler. A quem tiver a oportunidade de ver e gostar de fotografia é uma mais valia. Disponível na RTP play.
segunda-feira, 31 de julho de 2017
«A música, transpirada do piano, andava a tocar-nos à volta da pele, como dedos cruzados por dentro, como veias. Nesse tempo eu tinha vinte anos ou menos, ou talvez tivesse uma eternidade, porque nessas idades não se envelhece, cresce-se. E tu eras uma espécie de chapéu, que é aquilo que une a nossa cabeça ao céu. Eras um chapéu de palavras e línguas distantes, e água e vinho, tudo misturado. Os teus dedos faziam-me tropeçar nas palavras, e eu, em vez de seguir em frente com as frases, soluçava, eram sílabas estranhas a que normalmente chamamos gemidos. E havia sempre aquela música que nos unia, uma música que ninguém sabia assobiar, uma harmonia que não era possível tocar no piano. Era assim que nos abraçavamos. Lembro-me de nos sentarmos, juntos, ao por do sol. Tu eras um recorte nocturno, preto, eu era luz. Era desse modo que nos dividiamos e era assim que nos misturavamos. Um dia seremos muito velhos, seremos rugas, e, ao contrário de quando éramos novos, saberemos que vamos morrer. No entanto, isso dar-nos-à uma sensação de eternidade, algo que nunca experimentamos antes, dar-nos-á dias a mais, porque saberemos que temos dias a menos. Continuaremos a ser uma melodia, mesmo depois de tudo se calar.»
Cartas de Gould, recolha da CIA
segunda-feira, 10 de julho de 2017
Uma boa história nunca acaba #173
La La Land (2016). Musical. Comédia. Drama. Los Angeles, Mia tem um sonho: singrar em Hollywood e tornar-se uma estrela de cinema mundialmente conhecida. Ao mesmo tempo que insiste em mostrar o seu talento nos vários "castings" onde, por infortúnio, nunca é seleccionada, vai sobrevivendo à custa de um pequeno ordenado de empregada de mesa. Sebastian, por seu lado, é um pianista prodigioso mas pouco valorizado que ambiciona ter o seu próprio bar, onde possa dar largas à paixão pelo jazz. Um dia, sem que o esperassem, os seus destinos cruzam-se e eles apaixonam-se perdidamente. Apesar do amor sincero e do esforço por incentivar os sonhos um do outro, aquela é uma cidade estranha, onde a competição e a busca individual pela fama geram inevitáveis obstáculos aos relacionamentos. Com argumento e realização de Damien Chazelle – realizador do oscarizado "Whiplash - Nos Limites" –, "La La Land" transformou-se na maior vitória de sempre na cerimónia da Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood ao arrecadar os sete Globos de Ouro para que tinha sido nomeado: Melhor Filme de Comédia ou Musical, Melhor Actriz de Comédia ou Musical (Stone), Melhor Actor de Comédia ou Musical (Gosling), Melhor Realizador (Chazelle), Melhor Argumento, Melhor Banda Sonora e Melhor Canção Original. Para além de Stone e Gosling como protagonistas, o elenco conta com J.K. Simmons, Rosemarie DeWitt, Thom Shelton e ainda com a participação especial do músico John Legend. Um filme a não perder!
quinta-feira, 6 de julho de 2017
Página-a-página #173
«E, todavia, como é difícil explicar-me! Há no homem o dom perverso da banalização. Estamos condenados a pensar com palavras, a sentir em palavras, se queremos pelo menos que os outros sintam connosco. Mas as palavras são pedras. Toda a manhã lutei não apenas com elas para me exprimir, mas ainda comigo mesmo para apanhar a minha evidência. A luz viva nas frestas da janela, o rumor da casa e da rua, a minha instalação nas coisas imediatas mineralizavam-me, embruteciam-me. Tinha o meu cérebro estável como uma pedra esquadrada, estava esquecido de tudo e no entanto sabia tudo. Para reparar a minha evidência necessitava de uma estado de graça. Como os místicos em certas horas, eu sentia-me em secura. Fechei os olhos raivosamente e quis ver. Regressava à aldeia, a essa noite de Setembro, quando meu pai morreu. Se tu viesses, imagem da minha condição... Se aparecesses... Como me esqueces tão cedo, como te sei e te não vejo!»
Aparição
Vergilio Ferreira
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