sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Documentário: O Cinema Sob o Olhar da Magnum



O Cinema Sob o Olhar da Magnum. Este é um retrato íntimo e inédito da relação entre dois mundos aparentemente opostos: a ficção e a realidade. Um documentário sobre o papel que o cinema teve na fotografia e vice-versa contando com a participação de alguns ilustres fotógrafos ainda hoje vivos. Passou na RTP 2 esta terça feira mas pode ser visto através do link acima no RTP play. É sem dúvida um excelente documentário para quem gosta de fotografia e quer perceber um bocadinho melhor a sua ligação ao cinema.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Uma boa história nunca acaba #174


Shall we dance (2004). Comédia. Drama. Musical. O advogado John Clark (Richard Gere) sabe que a sua vida é quase perfeita. Casado com Beverly, a mulher que ama, construiu uma carreira de sucesso e educou dois filhos maravilhosos. Mesmo assim... os seus dias não passam da mera rotina, com uma viagem de regresso a casa entediante e com a família demasiado ocupada para que possam passar tempo juntos.Por vezes, John questiona-se se isto é tudo o que a vida tem para dar... Todas as noites quando regressa a casa de metro, John vê uma jovem e linda mulher (Jennifer Lopez) através da janela de um estúdio de dança. Até que, uma noite, no regresso a casa, John sai do comboio e faz o impensável. Sem contar a ninguém, inscreve-se nas aulas do estúdio de dança orientadas pela jovem e sensual professora. De repente, o advogado é confrontado com todo um novo universo - de ritmo, música e paixão! Este é um daqueles filmes que nunca saem de moda, ideais para um domingo à tarde. Conta com um elenco de luxo e cumpre com aquilo que promete: música, ritmo, romance, comédia e muita dança. Este blog aconselha!

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Documentário: Objectif femmes


A 26 de Julho a RTP2 estreou “Objectivo: Mulheres” um documentário sobre mulheres atrás da lente. “Objectivo: Mulheres” é uma retrospectiva sobre as fotógrafas mais inspiradoras que, pela sua criatividade e tenacidade, contribuíram para a”evolução da fotografia e tiveram um papel reconhecido e inegável na história.” Das primeiras fotógrafas até às contemporâneas. Este documentário, que conta com testemunhos de especialistas como Marta Gili, Michel Poivert, Marie Robert e Abigail Solomon Godeau, dá visibilidade a numerosas artistas injustamente esquecidas e interroga-se sobre a existência de uma especificidade feminina na abordagem da fotografia. Mas em “Objectivo: Mulheres” iremos também conhecer e ouvir testemunhos na primeira pessoa de fotógrafas internacionalmente reconhecidas, como: Jane Evelyn Atwood, Sarah Moon, Dorothée Smith e Christine Spengler. A quem tiver a oportunidade de ver e gostar de fotografia é uma mais valia. Disponível na RTP play.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

«A música, transpirada do piano, andava a tocar-nos à volta da pele, como dedos cruzados por dentro, como veias. Nesse tempo eu tinha vinte anos ou menos, ou talvez tivesse uma eternidade, porque nessas idades não se envelhece, cresce-se. E tu eras uma espécie de chapéu, que é aquilo que une a nossa cabeça ao céu. Eras um chapéu de palavras e línguas distantes, e água e vinho, tudo misturado. Os teus dedos faziam-me tropeçar nas palavras, e eu, em vez de seguir em frente com as frases, soluçava, eram sílabas estranhas a que normalmente chamamos gemidos. E havia sempre aquela música que nos unia, uma música que ninguém sabia assobiar, uma harmonia que não era possível tocar no piano. Era assim que nos abraçavamos. Lembro-me de nos sentarmos, juntos, ao por do sol. Tu eras um recorte nocturno, preto, eu era luz. Era desse modo que nos dividiamos e era assim que nos misturavamos. Um dia seremos muito velhos, seremos rugas, e, ao contrário de quando éramos novos, saberemos que vamos morrer. No entanto, isso dar-nos-à uma sensação de eternidade, algo que nunca experimentamos antes, dar-nos-á dias a mais, porque saberemos que temos dias a menos. Continuaremos a ser uma melodia, mesmo depois de tudo se calar.»

Cartas de Gould, recolha da CIA

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Uma boa história nunca acaba #173


La La Land (2016). Musical. Comédia. Drama. Los Angeles, Mia tem um sonho: singrar em Hollywood e tornar-se uma estrela de cinema mundialmente conhecida. Ao mesmo tempo que insiste em mostrar o seu talento nos vários "castings" onde, por infortúnio, nunca é seleccionada, vai sobrevivendo à custa de um pequeno ordenado de empregada de mesa. Sebastian, por seu lado, é um pianista prodigioso mas pouco valorizado que ambiciona ter o seu próprio bar, onde possa dar largas à paixão pelo jazz. Um dia, sem que o esperassem, os seus destinos cruzam-se e eles apaixonam-se perdidamente. Apesar do amor sincero e do esforço por incentivar os sonhos um do outro, aquela é uma cidade estranha, onde a competição e a busca individual pela fama geram inevitáveis obstáculos aos relacionamentos. Com argumento e realização de Damien Chazelle – realizador do oscarizado "Whiplash - Nos Limites" –, "La La Land" transformou-se na maior vitória de sempre na cerimónia da Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood ao arrecadar os sete Globos de Ouro para que tinha sido nomeado: Melhor Filme de Comédia ou Musical, Melhor Actriz de Comédia ou Musical (Stone), Melhor Actor de Comédia ou Musical (Gosling), Melhor Realizador (Chazelle), Melhor Argumento, Melhor Banda Sonora e Melhor Canção Original. Para além de Stone e Gosling como protagonistas, o elenco conta com J.K. Simmons, Rosemarie DeWitt, Thom Shelton e ainda com a participação especial do músico John Legend. Um filme a não perder!

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Página-a-página #173

«E, todavia, como é difícil explicar-me! Há no homem o dom perverso da banalização. Estamos condenados a pensar com palavras, a sentir em palavras, se queremos pelo menos que  os outros sintam connosco. Mas as palavras são pedras. Toda a manhã lutei não apenas com elas para me exprimir, mas ainda comigo mesmo para apanhar a minha evidência. A luz viva nas frestas da janela, o rumor da casa e da rua, a minha instalação nas coisas imediatas mineralizavam-me, embruteciam-me. Tinha o meu cérebro estável como uma pedra esquadrada, estava esquecido de tudo e no entanto sabia tudo. Para reparar a minha evidência necessitava de uma estado de graça. Como os místicos em certas horas, eu sentia-me em secura. Fechei os olhos raivosamente e quis ver. Regressava à aldeia, a essa noite de Setembro, quando meu pai morreu. Se tu viesses, imagem da minha condição... Se aparecesses... Como me esqueces tão cedo, como te sei e te não vejo!»
Aparição
Vergilio Ferreira

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Uma boa história nunca acaba #172


The Space Between Us (2017).  Aventura. Drama. Romance. Depois de anos de investigação para tornar possível manter uma colónia humana no planeta Marte, um grupo restrito de cientistas é enviado numa missão de teste. Durante a viagem, a astronauta Sarah Elliot descobre que está grávida. Algum tempo depois de se instalarem, Sarah dá à luz Gardner, morrendo logo após o parto. Determinado a não dar grandes explicações aos seus superiores, Nathaniel Shepard, o responsável pela missão em Marte, mantém tudo em segredo e responsabiliza-se pela criança. Gardner cresce num ambiente totalmente condicionado, sob condições criadas artificialmente. À medida que o tempo passa, a sua curiosidade sobre o planeta Terra aumenta, bem como a necessidade de descobrir as suas origens. Um dia, enquanto navega na internet, conhece Tulsa, uma rapariga da sua idade a viver no Colorado. Os dois passam a ser amigos e confidentes, partilhando longas conversas online. Quando finalmente surge a oportunidade de visitar a Terra, ele não cabe em si de entusiasmo por tudo o que espera conhecer e vivenciar. Mas assim que chegam ao destino, todos percebem que, por ter nascido em Marte, o seu corpo não está adaptado à atmosfera terrestre e que a sua estadia fora de um ambiente controlado pode colocá-lo em sério perigo de vida. Porém, decidido a encontrar-se com Tulsa, o rapaz encontra uma maneira de escapar… Este é um daqueles filmes bonitinhos de adolescentes em que há um romance improvável entre dois jovens. Contudo há excertos do filme em que o personagem principal pergunta às pessoas o que é que elas mais gostam no planeta Terra e essa questão é importante para termos consciência do quão sortudos somos por termos a vida que temos. Por essa e outras razões, este é um filme que este blog aconselha!

terça-feira, 20 de junho de 2017

Uma boa história nunca acaba #171


Their Finest (2016). Comédia. Drama. Romance. Catrin Cole é uma argumentista contratada pelo Ministério Britânico de Informação para trazer uma perspetiva feminina aos filmes de guerra produzidos por este organismo. O seu presente trabalho é um drama inspirado nas histórias de heroísmo civil durante a retirada de Dunquerque. Com o Blitz de 1940 a abater-se sobre Londres e um marido que olha com condescendência para os seus esforços profissionais, Catrin encontra apoio no guionista principal do filme, Tom Buckley. Durante as filmagens em Devon, Catrin vai ganhando confiança e o respeito dos seus pares, incluindo o do arrogante ator Ambrose Hillard, cuja popularidade já viu melhores dias. Baseado no livro de Lissa Evans, HERÓIS DA NAÇÃO é um inteligente, divertido e romântico retrato de uma mulher a encontrar a sua própria voz num mundo assolado pela guerra. Sem dúvida um filme para quem gosta de filmes e de saber o que se passa durante todo o seu processo desde a escrita até às salas de cinema. Na minha opinião este filme tem um pouco de tudo, clichés, comédia, drama, romance, horror, o belo, enfim... este blog aconselha!

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Página-a-página #172

«Lembro-me de um antigo provérbio: "Quando somos jovens, sacrificamos a nossa saúde pela fortuna. Mas quando somos velhos e sábios, preferimos sacrificar cada bocadinho da nossa fortuna por um único dia de boa saúde." Se não acreditas Blake, quando tivermos acabado o nosso diálogo e estiveres a caminho de casa, passa por um hospital. Vai à enfermaria dos doentes terminais, onde as pessoas estão deitadas nos seus leitos mortais. Pergunta a qualquer uma o que dariam por uma extensão das suas vidas. Pergunta-lhes o que dariam por um único dia de excelente saúde. Estou certo de que te dariam tudo o que têm. Se perderes a saúde, perdes tudo. Não permitas que isso te aconteça.»
O líder sem título
Robin Sharma

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Página-a-página #171

«-Passei horas a escavar - disse Tommy, apontando para os buracos profundos no chão. -É um belo exercício para um homem de setenta e sete anos - disse Tommy com um sorriso - Os túmulos fascinam-me. Servem para me recordar dramaticamente de como a vida é curta - quando nos pomos a pensar a sério no assunto. Sabes, acabamos todos no mesmo sítio. Acabamos como um monte de pó, Blake. E todas as coisas que julgávamos ser tão importantes, coisas como títulos, património e posição social, acabam por ter pouca importância. O executivo acaba enterrado ao lado do varredor de ruas. E no teu último dia , tudo o que importa verdadeiramente é se chegaste a conhecer o teu líder interior e, caso o tenhas conhecido, se tiveste a coragem de lhe permitir oferecer os seus dons ao mundo que te rodeia. Esse acaba por ser o objectivo central da vida, assim que a despires de todas as trivialidades.
-O que interessa ao reflectires sobre a tua morte é que voltas a acordar para o que é mais verdadeiro sobre a vida. Anda, olha cá para dentro.
(...)»
O líder sem título
Robin Sharma