quinta-feira, 23 de junho de 2016

Uma boa história nunca acaba #156


Now you see me 2 (2016). Acção. Aventura. Comédia. Um ano após os eventos relatados no primeiro filme, em que arrebataram o público ao mesmo tempo que conseguiram enganar o FBI, os Quatro Cavaleiros regressam aos palcos. Obrigados a agir sob as ordens do excêntrico e mal-intencionado Walter Mabry, um magnata da tecnologia, têm de encontrar um modo de se protegerem. Com as suas "performances" de ilusionismo ao estilo Robin dos Bosques, cujo objectivo principal é beneficiar os mais fracos, Daniel, Jack, Merritt e Lula reúnem-se mais uma vez para um grande número de magia que promete ser o mais espetacular de sempre. E com o qual tencionam revelar ao mundo as verdadeiras intenções de Mabry… Sequela do filme realizado em 2013 por Louis Leterrier, uma história repleta de acção onde a ilusão é soberana, agora com a assinatura de Jon M. Chu. Mais um filme para os adeptos da magia. Este blog aconselha!

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Página-a-página #159

«Cada pessoa que se atravessa na sua vida tem uma lição para lhe ensinar e uma história para contar. Cada pessoa com quem se cruza no decorrer dos momentos que perfazem os seus dias está a oferecer-lhe uma oportunidade para mostrar um pouco mais da compaixão e cortesia que definem a sua humanidade. Porque não começa a aproveitar os seus dias para revelar todo o verdadeiro potencial que possui e fazer os possíveis por melhorar o mundo à sua volta? A meu ver, o seu dia valerá a pena se, no seu decurso, conseguir obter um sorriso, nem que seja de uma só pessoa, ou desanuviar o espírito, nem que seja de um só estranho. A gentileza é pura e simplesmente a renda a pagar pelo espaço que ocupamos neste planeta.»

Quem chorará por mim?
Robin Sharma

domingo, 5 de junho de 2016

Uma boa história nunca acaba #155


Cold Mountain (2003). Aventura. Drama. Romance. Baseado no romance homónimo de Charles Frazier, este filme é um épico que conta a história de Inman, um soldado ferido durante a Guerra Civil Americana que tenta regressar a casa, nas montanhas da Carolina do Norte, onde a sua amada, Ada, o espera. É uma viagem arriscada, em que Inman vai ter de lutar pela sua sobrevivência. Ada, por seu turno, tenta gerir e proteger a quinta do pai com a ajuda de Ruby. É uma história de amor em tempo de guerra, uma guerra que dilacerou a América e cujas feridas ainda não sararam na totalidade. Para quem gosta deste tipo de filme, aqui fica a sugestão!

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Uma boa história nunca acaba #154


Testament of Youth (2014). Biografia. Drama. História. Inglaterra, 1914. Vera Brittain é uma jovem inteligente e de espírito livre que anseia ingressar na Universidade de Oxford. Contra os preconceitos de uma sociedade profundamente conservadora, ela está determinada a tornar-se escritora e dar livre curso à sua imaginação. Apesar de incompreendida pelos progenitores, Vera é encorajada pelo irmão e pelo melhor amigo dele, o brilhante Roland Leighton, que está apaixonado por ela e que partilha o sonho de um dia se tornar também escritor. Mas os sonhos de Vera de ir para a universidade com Roland terminam com o declarar da Primeira Grande Guerra, que reclama a participação de todos. Assim, enquanto ele se alista no exército, ela voluntaria-se como enfermeira. Mas à medida que Vera se vai aproximando da frente de combate e deparando com as maiores atrocidades, vai-se dando conta do quanto a dor e o sofrimento são inúteis. Um filme que foi adaptado de um dos grandes best-sellers acerca da Grande Guerra e que vale a pena ver. Este blog aconselha!

sábado, 28 de maio de 2016

Página-a-página #158

«Cada vez mais, o mundo parece destinado a deprimir-nos. A felicidade não é benéfica para a economia. Se estivéssemos felizes com o que temos, por que razão precisaríamos de algo mais? Como é que se venderia um creme anti-rugas, se ninguém se preocupasse com o facto de envelhecer? Como é que se convence alguém a votar num partido político? Fazendo com que se fique preocupada em relação à imigração. Como é que a levamos a fazer um seguro? Fazendo com que fique preocupada com tudo o que pode acontecer. Como é que a convencemos a fazer uma cirurgia plástica? Salientando os defeitos físicos dela. Como é que a levamos a assistir uma série televisiva? Fazendo com que pense que é absolutamente imperdível e que toda a gente a vê. Como é que se convence alguém a comprar um novo smartphone? Fazendo com que ache que o seu telemóvel já está obsoleto. 
Ser uma pessoa serena, satisfeita com a nossa existência, sem necessidade de estar constantemente a "melhorá-la", tornou-se uma espécie de acto revolucionário. Não é nada bom para a economia se nos sentirmos confortáveis com a grande confusão humana que somos.
Porém, não temos outro mundo onde viver. Mas basta analisar tudo com mais atenção para percebermos que o mundo da publicidade e dos objectos não representa a vida real. A vida é feita de outras coisas. A vida é o que resta depois de afastarmos toda essa porcaria ou, pelo menos, quando conseguimos ignora-la durante algum tempo.
A vida são as pessoas que nos amam. Ninguém vai escolher ficar vivo por causa de um iPhone. O que interessa são as pessoas que contactamos através do iPhone. 
E quando iniciamos a recuperação, quando começamos a viver outra vez, fazemo-lo com uma nova perspectiva. Tudo se torna mais claro. Ganha-se consciência de coisas de que não nos apercebíamos antes.»
Razões para viver
Matt Haig

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Histórias com história #15


The catch (2016-). Esta série é um thriller centrado em Alice Martin, uma mulher de sucesso que investiga fraudes e será ela própria vítima de uma, cometida pelo seu noivo. Alice procurará, enquanto resolve os seus casos, encontrar o noivo antes que ele destrua a sua carreira. Uma série que ainda está na primeira temporada e que já promete bastante; cada episódio sugere uma nova reviravolta no enredo. Este blog aconselha bastante!

terça-feira, 24 de maio de 2016

Página-a-página #157

«Um dia irás sentir uma alegria correspondente a esta dor. Vais chorar lágrimas de euforia num concerto dos Beach Boys, vais ficar a olhar para a cara de um bebé enquanto ela dorme no teu colo, vais fazer bons amigos, vais comer pratos deliciosos que ainda não experimentaste, vais ser capaz de olhar a paisagem de um ponto alto sem avaliares as possibilidades de morreres da queda. Há livros que ainda não leste que te vão enriquecer, filmes a que vais assistir enquanto comes enormes pacotes de pipocas, e vais dançar, rir, fazer amor e correr ao longo do rio, conversar pela noite dentro e rir até te doerem os maxilares. A vida está à tua espera. Até podes ficar preso neste sítio durante algum tempo, mas o mundo não vai desaparecer. Aguenta-te aí se conseguires. A vida vale sempre a pena.»

Razões para viver
Matt Haig

terça-feira, 17 de maio de 2016

Página-a-página #156

«-primeiro foram as mãos, as pontas dos dedos... não é que fosse assim de ficar transparente no corpo como eu agora estou mesmo a ficar, e vê-se... no inicio, as mãos é que ficaram mais leves... e as dores de estômago desapareceram...
Odonatos virou as mãos para si mesmo e falava olhando só para elas
-um homem, quando fala dele mesmo, fala das coisas do inicio... como as infâncias e as brincadeiras, as escolas e as meninas, a presença dos tuas e as independências... e depois, coisa de ainda há pouco tempo, veio a falta de emprego, e de tanto procurar e sempre a não encontrar trabalho... um homem para de procurar para ficar em casa a pensar na vida e na família. no alimento da família. para evitar as despesas, come menos... um homem come menos para dar de comer aos filhos, como se fosse um passarinho... e aí me vieram as dores de estômago... e as dores de dentro, de uma pessoa ver que na crueldade dos dias, se não tem dinheiro, não tem como comer ou levar um filho ao hospital... e os dedos começaram a ficar transparentes... e as veias, e as mãos, os pés, os joelhos... mas a fome foi passando: foi assim que comecei a aceitar as minhas transparências... deixei de ter fome e me sinto cada vez mais leve... estes são os meus dias...»
Os transparentes
Ondjaki