domingo, 11 de janeiro de 2015
Uma boa história nunca acaba #109
The Maze Runner (2014). Acção. Mistério. Ficção científica. Num cenário pós-apocalíptico, um rapaz acorda preso num labirinto misterioso, sem memória. Passado algum tempo a única coisa de que tem memória é do seu nome: Thomas. Juntamente com uma comunidade de rapazes, na mesma condição que ele, terá de juntar os fragmentos do seu passado com as pistas que descobre no labirinto para resolver o enigma e revelar o segredo de quem os colocou ali e por que razão. Produzido pela 20th Century Fox, Correr ou morrer, assim traduzido para português, baseia-se no primeiro romance de uma triologia de James Dashner.
sábado, 10 de janeiro de 2015
Página-a-página #172
«"As experiências científicas mostram que, de certo modo, a consciência cria parcialmente a realidade", insistiu ele, batendo de novo na mesma tecla. "Os fotões, os electrões, os átomos e as moléculas não existem enquanto partículas a menos que sejam observados! Estou a repetir essa ideia, e repeti-la-ei até à exaustão sempre que falarmos neste assunto, porque a descoberta é de tal modo bizarra e inacreditável que é normal deixarmos de a ter presente quando lidamos com a realidade do dia-a-dia e regressamos facilmente ao modo mais tradicional de pensar. Julgamos que as coisas existem por si mesmas e independentemente de nós que de um lado estamos nós e do outro está o mundo, e afinal descobrimos que, sem a consciência que observa a realidade, as coisas não existem realmente como nós pensamos. Não há realidade independente da observação."»
A Chave de Salomão
José Rodrigues dos Santos
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
Página-a-página #171
«"O psi foi adoptado na física como o símbolo da função de onda, talvez a mais bizarra das descobertas alguma vez feitas pela ciência. A função de onda descreve uma característica da matéria ao nível mais elementar, o subatómico, e permite que um fotão, um electrão, um átomo ou até uma molécula esteja em múltiplos sítios ao mesmo tempo. Em última instância, a função de onda veio revelar-nos que a realidade só existe porque nós a criamos." Pousou a ponta do indicador na sua própria testa. "Tal como a imagem do arco-íris ou o som da árvore que cai na floresta onde ninguém ouve, a realidade é psique, está na mente. O psi situa-se no centro do problema no sentido em que simboliza a função de onda, a misteriosa solução da famosa equação de Schrõdinger."
(...) "No limite, se não houvesse ninguém para olhar para a Lua, ela pura e simplesmente não existiria."»
(...) "No limite, se não houvesse ninguém para olhar para a Lua, ela pura e simplesmente não existiria."»
A Chave de Salomão
José Rodrigues dos Santos
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
Um diz: ganhei trezentos contos,
Outro diz: tive três mil dias de glória,
Outro diz: estive bem com a minha consciência e isso é bastante...
E eu, se lá aparecerem e me perguntarem o que fiz,
Direi: olhei para as cousas e mais nada.
E por isso trago aqui o Universo dentro da algibeira.
E se Deus me perguntar: e o que viste tu nas cousas?
Respondo: apenas as cousas... Tu não puseste lá mais nada.
E Deus, que apesar de tudo é esperto, fará de mim uma nova espécie de santo. (...)
Poemas Inconjuntos
Alberto Caeiro
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
1984 - Thug Notes Summary and Analysis
Como eu referi, no final do ano, passado que queria ler este ano o clássico 1984 de George Orwell, resolvi partilhar este pequeno vídeo do canal do youtube Wisecrack que conta, de maneira resumida, divertida e diferente do que trata o livro. Atenção a quem não leu pois contém spoilers! Para quem não tem intenções de ler, é um vídeo informativo para terem uma ideia do assunto e da história do livro.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
Página-a-página #170
«"Maya é uma palavra que os budistas usam para exprimir ilusão, no sentido de algo que é diferente do que parece. Buda disse que o sofrimento humano era provocado pela falsa noção do eu, pelo que o sofrimento só acaba se nos libertarmos dos desejos e das ligações que constantemente recriam esse eu ilusório."
"Quer dizer que o eu interior não existe?" admirou-se ela. "A minha consciência não passa de pura ilusão? Isso é absurdo!"
"Claro que o eu interior existe, cada um de nós sabe que ele existe", apressou-se Tomás a retorquir. "O que se passa é maya, ou seja, existe mas não é o que parece. O eu interior constitui apenas um nome convencional que se dá a um fenómeno complexo que emerge da actividade do cérebro. Buda explicou que tudo depende de tudo e que nada é independente. A impressão de que existe um eu interior independente do meu corpo é maya, da mesma maneira que a impressão de que eu sou uma coisa, tu és outra e o universo é outra também é maya.»
"Quer dizer que o eu interior não existe?" admirou-se ela. "A minha consciência não passa de pura ilusão? Isso é absurdo!"
"Claro que o eu interior existe, cada um de nós sabe que ele existe", apressou-se Tomás a retorquir. "O que se passa é maya, ou seja, existe mas não é o que parece. O eu interior constitui apenas um nome convencional que se dá a um fenómeno complexo que emerge da actividade do cérebro. Buda explicou que tudo depende de tudo e que nada é independente. A impressão de que existe um eu interior independente do meu corpo é maya, da mesma maneira que a impressão de que eu sou uma coisa, tu és outra e o universo é outra também é maya.»
A Chave de Salomão
José Rodrigues dos Santos
domingo, 4 de janeiro de 2015
Uma boa história nunca acaba #108
Magic in the Moonlight (2014). Comédia. Romance. Escrito e dirigido por Woody Allen, Magia ao luar, como foi traduzido para Portugal, tem como protagonistas Colin Firth e Emma Stone e passa-se nos anos 30. Tudo começa com um dos mais célebres mágicos da sua época, Wei Ling Soo, conhecido pelos seus números espectaculares. O que poucos sabem é que por detrás daquela carismática personagem existe Stanley, um inglês de poucas palavras que olha o mundo com cinismo e falta de fé. Certo dia, no final de um espectáculo, é abordado por Howard, amigo de longa data, que lhe pede para ir consigo até França para desmascarar uma suposta médium que conquistou as atenções de uma família abastada. Sophie, a rapariga em questão, instalou-se na mansão dos Catledge porque a matriarca está convencida de que, com a sua ajuda, poderá comunicar com o falecido marido. Apesar de Stanley a considerar uma fraude desde o inicio, a verdade é que, para seu assombro, ela demonstra possuir poderes que desafiam todas as explicações científicas. A pouco e pouco, seduzido pela fraqueza e encanto de Sophie, aquele homem pragmático descobre um mundo totalmente novo e cheio de mistérios. Assim, ao mesmo tempo que as certezas de Stanley começam a cair por terra, abrem-se as brechas no seu coração... É um filme bastante estruturado. Ao contrário dos últimos filmes que vi de Woody Allen, este surpreendeu-me pela positiva. Parece ser um filme bastante óbvio à primeira vista e eis que nos surpreende pela reviravolta que leva já perto do final. É um romance interessante e que fala de temas como a magia, o propósito da existência, o oculto, entre outros. Este blog aconselha!
sábado, 3 de janeiro de 2015
De comando na mão #4
Alta definição. Como é óbvio não podia deixar de falar neste programa. Assim que criei esta nova etiqueta dos 'Programas Televisivos' já tinha algumas ideias de quais os programas que queria divulgar, se é que há alguém que nunca tenha ouvido falar neste programa. É considerado pela maioria o melhor programa de entrevistas da televisão portuguesa. Apresentado por Daniel Oliveira, tem como entrevistados políticos, escritores, cantores, actores, apresentadores, entre outros. As entrevistas são gravadas em alta definição, num local especial escolhido pelo entrevistado. Cada programa pretende ser um retrato biográfico do convidado(a), que é desafiado(a) a apresentar-se sem maquilhagem, na sua mais pura essência. Ganhou o prémio de melhor programa Social na primeira gala de prémios da TV 7 dias. Com tamanho sucesso já foram lançados três livros relativamente ao programa. É sem dúvida alguma um programa a não perder, semanalmente na Sic ou Sic Mulher.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
Página-a-página #169
«(...) A compensação de se envelhecer, pensou Peter Walsh ao sair do Regent's Park, de chapéu na mão, era simplesmente aquela: as paixões continuam tão fortes como sempre, mas obtemos - finalmente! - o poder de adicionar o sabor supremo à existência -, o poder de apreendermos a experiência, de a fazermos rodar, lentamente, sob qualquer luz.
Era uma confissão terrível (voltou a pôr o chapéu), mas agora, aos cinquenta e três, já mal precisava de pessoas. A própria vida, cada momento dela, cada gota, ali, naquele instante, agora, ao sol do Regent's Park, era suficiente. Na verdade, até era demasiado. Agora que atingimos esse poder, uma vida inteira é demasiado breve para retirarmos dela todo o seu sabor; para extrairmos cada grama de prazer, cada matiz de significado, que são agora muito mais sólidos do que costumavam ser, e muito mais impessoais.»
Mrs. Dalloway
Virginia Woolf
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
Janeiro #14
Nestas tardes
luminosas de Inverno em que te espero, cada poente transparente lembra em mim
as pérolas que embalam as ondas das marés. E nelas vejo todo o fulgor dum
futuro que há-de ser nosso, em que será pleno
e perfeito cada instante. Mas o vento amargo do passado traz em si todo o
desconsolo das horas das nossas eternas esperas. Nele vivo toda a ansiedade do
futuro. Nele duvido da minha existência. Nele sei que és tu a Primavera que eu espero.
Na doçura
amarga dessas noites em que bailamos a multiplicação das esperas da nossa
entrega guardo em mim todo o resplendor das palavras és tu a Primavera que eu espero. É nessa Primavera que renasceremos
e como prometidos amantes viveremos a exaltação
de todas as esperas.
O vento bailador das Primaveras trouxe em
si cada pedaço dos teus olhos, cada pérola que me embala nas marés. O luar das noites transparentes é leito
onde nos deitamos e nos fazemos nossos como se prendêssemos entre os dedos cada
pétala de rosa deste amor. E quando há noite te beijo os olhos tenho a certeza
em mim que és tu a Primavera que eu esperava.
Alexandra Oliveira Villar
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