quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Uma boa história nunca acaba #55
«O amor não é um sentimento, é uma capacidade.»
Dan in Real Life (2007). Drama. Comédia. Romance. Dan Burns é um colunista, especialista em aconselhamento familiar, mas com dificuldade em sobreviver como irmão e como pai solteiro de três filhas precoces. As coisas tornam-se ainda mais complicadas quando Dan descobre que a sua apaixonada secreta é na realidade a nova namorada do irmão. Um filme que fala do amor, da família e dos valores.
Uma boa história nunca acaba #54
Little Miss Sunshine (2006). Aventura. Comédia. Drama. Traduzido como 'Uma família à beira de um ataque de nervos', este é um filme sobre uma família e os seus problemas. Cada membro particular tem as suas 'neuras' mas juntos ultrapassarão os seus problemas e acabarão por se unir por um bem maior. Um filme para toda a família!
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Página-a-página #59
«É claro que o Génesis é obra do homem e não do cavalo. Ninguém pode ter a certeza absoluta de que Deus realmente queria que o homem reinasse sobre todas as outras criaturas. O mais provável é que o homem tenha inventado Deus para santificar o seu poder sobre a vaca e o cavalo, poder esse que usurpara. Sim, porque, na verdade, o direito de matar um veado ou uma vaca é a única coisa que a humanidade, no seu conjunto, nunca contestou, mesmo durante as guerras mais sangrentas. É um direito que só nos parece natural porque quem está no topo da hierarquia somos nós. (...) Talvez depois de um marciano o ter atrelado a uma charrua ou enquanto estivesse a assar no espeto de um habitante da via Láctea, o homem se lembrasse das costeletas de vitela que costumava comer e apresentasse (tarde demais) as suas desculpas à vaca.»
Sétima parte:
O Sorriso de Karenine
A insustentável leveza do ser
Milan Kundera
Página-a-página #58
«O debate entre aqueles que afirmam que o universo foi criado por Deus e aqueles que pensam que ninguém o criou tem como objecto algo que ultrapassa o nosso entendimento e a nossa experiência. Bem mais real é a diferença entre aqueles que contestam o ser tal como foi dado ao homem (pouco importa como e por quem) e aqueles que a ele aderem sem reservas de espécie nenhuma.»
«Todos nós temos necessidade de ser olhados. Podíamos ser divididos em quatro categorias consoante o tipo de olhar sob o qual desejamos viver. A primeira procura o olhar de um número infinito de olhos anónimos ou, por outras palavras, o olhar do público.(...) Na segunda categoria, incluem-se aqueles que não podem viver sem o olhar de uma multidão de olhos familiares. São os incansáveis organizadores de jantares e cocktails. (...) Vem em seguida a terceira categoria, a categoria daqueles que precisam de estar sempre sob o olhar do ser amado. A sua condição é tão perigosa como a das pessoas do primeiro grupo. Se os olhos do ser amado se fecham, a sala fica mergulhada na escuridão. (...) Finalmente, há uma quarta categoria, bem mais rara, que são aqueles que vivem sob os olhares imaginários de seres ausentes. São os sonhadores.
«Todos nós temos necessidade de ser olhados. Podíamos ser divididos em quatro categorias consoante o tipo de olhar sob o qual desejamos viver. A primeira procura o olhar de um número infinito de olhos anónimos ou, por outras palavras, o olhar do público.(...) Na segunda categoria, incluem-se aqueles que não podem viver sem o olhar de uma multidão de olhos familiares. São os incansáveis organizadores de jantares e cocktails. (...) Vem em seguida a terceira categoria, a categoria daqueles que precisam de estar sempre sob o olhar do ser amado. A sua condição é tão perigosa como a das pessoas do primeiro grupo. Se os olhos do ser amado se fecham, a sala fica mergulhada na escuridão. (...) Finalmente, há uma quarta categoria, bem mais rara, que são aqueles que vivem sob os olhares imaginários de seres ausentes. São os sonhadores.
Sexta Parte:
A grande marcha
A insustentável leveza do ser
Milan Kundera
Página-a-página #57
«Pouco depois, ainda fez a reflexão que menciono a seguir para esclarecer o capítulo precedente: suponhamos que havia no universo um planeta onde pudéssemos vir ao mundo pela segunda vez. Ao mesmo tempo, lembrar-nos-íamos perfeitamente da vida passada na Terra, de toda a experiência já adquirida. E talvez houvesse outro planeta onde viéssemos à luz pela terceira vez com a experiência das duas vidas anteriores. E talvez fosse havendo sempre mais planetas onde a espécie humana fosse renascendo sempre um grau mais acima na escala da maturidade.
Nós, cá na terra (no planeta número um, no planeta da inexperiência), não podemos ter senão uma ideia muito vaga do que aconteceria ao homem nos outros planetas. Tornar-se-ia mais sábio? Poderá alguma vez ter a maturidade ao seu alcance? Poderá ele chegar a ela através da repetição? Só na perspectiva desta utopia é que as noções de pessimismo e optimismo têm sentido. Optimista é quem pensa que a história humana será menos sangrenta no planeta número cinco. Pessimismo é quem não acredita nisso.»
Nós, cá na terra (no planeta número um, no planeta da inexperiência), não podemos ter senão uma ideia muito vaga do que aconteceria ao homem nos outros planetas. Tornar-se-ia mais sábio? Poderá alguma vez ter a maturidade ao seu alcance? Poderá ele chegar a ela através da repetição? Só na perspectiva desta utopia é que as noções de pessimismo e optimismo têm sentido. Optimista é quem pensa que a história humana será menos sangrenta no planeta número cinco. Pessimismo é quem não acredita nisso.»
Quinta Parte:
O peso e a leveza
A insustentável leveza do ser
Milan Kundera
Página-a-página #56
«Porque as perguntas verdadeiramente importantes são as que uma criança pode formular - e apenas essas. Só as perguntas mais ingénuas são realmente perguntas importantes. São as interrogações para as quais não há resposta. Uma pergunta para a qual não há resposta é um obstáculo para lá do qual não se pode passar. Ou, por outras palavras: são precisamente as perguntas para as quais não há resposta que marcam os limites das possibilidades humanas e traçam as fronteiras da nossa existência.»
Quarta Parte:
O corpo e a alma
A insustentável leveza do ser
Milan Kundera
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