segunda-feira, 22 de julho de 2013
Página-a-página #55
«Para Sabina, viver significa ver. A visão encontra-se limitada por duas fronteiras: uma luz de tal modo intensa que nos cega e uma obscuridade total. Talvez seja daí que lhe vem a repugnância por todos os extremismos. Os extremos marcam a fronteira para lá da qual não há vida, e, tanto em arte como em política, a paixão do extremismo é um desejo de morte disfarçado.»
«o fim que se persegue está sempre oculto. Uma rapariga que quer um marido, quer uma coisa que desconhece completamente. O rapaz que anda em busca da glória não faz a mínima ideia do que a glória é. O que dá sentido à nossa conduta é sempre uma coisa completamente desconhecida.»
Terceira Parte:
As palavras mal entendidas
A insustentável leveza do ser
Milan Kundera
Documentário: Belas equações
«A coisa mais incompreensível sobre o universo é que ele é compreensível.»
Albert Einstein - Isaac Newton - Paul Dirac - Stephen Hawking
domingo, 21 de julho de 2013
Página-a-página #54
«Mas um encontro não é precisamente tanto mais importante e cheio de significação quanto mais depende de um grande número de circunstâncias fortuitas? Só o acaso pode ser interpretado como uma mensagem. O que acontece por necessidade, o que já era esperado e se repete todos os dias, é perfeitamente mudo. Só o acaso fala. Nele é que deve tentar-se ler, como as ciganas fazem com as figuras deixadas no fundo de uma chávena pela borra do café.»
«É natural que quem quer "elevar-se" sempre mais, acabe por ter vertigens. O que são as vertigens? Medo de cair? Mas então porque é que temos vertigens num miradouro protegido com um parapeito? As vertigens não são o medo de cair. É a voz do vazio por debaixo de nós que nos enfeitiça e atrai, o desejo de cair do qual, logo a seguir, nos protegemos de pavor. (...) Ter vertigens é embriagarmo-nos com a nossa própria fraqueza.»
Segunda Parte:
O corpo e a alma
A insustentável leveza do ser
Milan Kundera
Página-a-página #53
«O eterno retorno é uma ideia misteriosa de Nietzsche que, com ela, conseguiu dificultar a vida a não poucos filósofos: pensar que, um dia, tudo o que se viveu se há-de repetir outra vez e que essa repetição se há-de repetir ainda uma e outra vez, até ao infinito! Que significado terá este mito insensato?»
«Não há nada mais pesado do que a compaixão. Mesmo a nossa própria dor não é tão pesada como a dor co-sentida com outro, por outro, no lugar de outro, multiplicada pela imaginação, prolongada em centenas de ecos.»
Primeira Parte:
O peso e a leveza
A insustentável leveza do ser
Milan Kundera
Uma boa história nunca acaba #53
Dans la maison (2012). Thriller. Mistério. Claude Garcia, um rapaz de 16 anos, infiltra-se na casa de um colega de turma com um objetivo: observar a família e inspirar-se para a sua escrita. Germain, o seu professor de francês, percebe que o rapaz é diferente e dotado para a literatura, acabando por ganhar um novo fôlego no ensino. Mas com o passar do tempo, os seus textos ganham contornos cada vez mais perversos e o professor terá que decidir se o denuncia ou o encoraja a continuar... Um filme bem pensado e que nos envolve na sua trama. A não deixar de ver!
sábado, 20 de julho de 2013
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Página-a-página #52
«Não cabe ao homem colocar-se em oposição à sociedade, mas manter-se em atitude compatível com as leis do seu ser, que não estarão em oposição às leis governamentais se ele tiver a sorte de se defrontar com um governo justo.»
«...se uma pessoa avançar confiantemente na direcção dos seus sonhos, se se esforçar por viver a vida que imaginou, há-de deparar com um êxito inesperado nas horas rotineiras. Há-de deixar para trás uma porção de coisas e atravessar uma fronteira invisível; leis novas, universais e mais abertas começarão por se estabelecer em redor ou dentro dela; ou então as leis velhas hão-de ser expandidas e interpretadas a seu favor num sentido mais liberal, e ela há-de viver com a aquiescência de uma ordem superior de seres. À medida que ela simplificar a sua vida, as leis do universo hão-se parecer-lhe menos complexas, a solidão deixará de ser solidão, a pobreza deixará de ser pobreza, a fraqueza deixará de ser fraqueza. Se construístes castelos no ar, não terá sido em vão esse vosso trabalho; porque eles estão onde deviam estar. Agora, por baixo, colocai os alicerces.»
Conclusão
Walden ou a vida nos bosques
Henry David Thoreau
domingo, 14 de julho de 2013
Uma boa história nunca acaba #52
segunda-feira, 1 de julho de 2013
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